Pássaros

Passam
tão próximos não sabem
destes pássaros macios
que crescem com a noite e não cessam
de cantar nem adormecem nunca.

Alberto Soares, Escrito para a noite, INCM, p.30



5 comentários:

  1. Este som (que vai sendo a sua "marca", c.a.) de D. S., algo distorcido de som e voz, num outro comprimento de onda, corre realmente paralelo ao estado de vigília atenta (ou insónia amorosa, se se preferir), de que fala o poema.
    Muito grato.
    A.S.

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  2. Tem razão, APS, este som é o meu veículo para o outro «comprimento de onda». Por isso faço exercícios de reconhecimento. Procuro orientar-me pelo som. As palavras têm sido a minha ferramenta, mas é no som que está o meu «pequeno mundo». Obrigado por entender [porque «É tão difícil viver com esta gente/ trazer-te
    dentro de mim numa atenção discreta/ esconder-te viva respirar/o ar pequeno e leve em que te moves.»]. Bem haja por ter aberto a porta!

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  3. Gostei imenso desta combinação.
    E gosto do som de David Sylvian, que descobri nesta Casa.

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  4. Obrigado, MR. Sylvian é um músico extraordinário, quer como criador, quer como intérprete. Vi-o ao vivo, há uns anos, no Coliseu, e foi uma experiência inesquecível. É com grande prazer que partilho este meu gosto. Um óptimo fim de semana!

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