Chove lá fora.
Há um silêncio enevoado e triste
a saber a demora
sobre tudo o que existe.
Minha alma recolhe-se do frio
e une as mãos às mãos do sentimento.
Chove lá fora. Engrossa o rio
do meu pensamento.
O dia agora é um lençol molhado
estendido ao longo dos caminhos.
Eu sou este dia de março
a arrefecer o amor dos primeiros ninhos.
Albano Martins, «Assim são as algas» - poesia 1950-2000, Campo das Letras, p.22
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Gostei. Muito.
ResponderEliminarEu também. Gosto deste poema e deste poeta.
ResponderEliminar:-)
ResponderEliminarGostei, pelo facto ser o meus mês ainda fiquei mais encantado...
ResponderEliminarMuito bom:)
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