30/09/25

Criação

 





Esta dura crueza de navio
à deriva, seguindo a tempestade,
aguarda essa palavra que inicia
todo um começo sem saber o fim.

Dum silêncio nocturno vem a lume
a força, e um caroço se liberta
de mim, como de um fruto que apodrece
sem saber - por dentro.

Alberto Soares (poema respigado aqui), Alan Villiers (foto)

  La solitude n'apprend pas à être seul, mais le seul. E. M. Cioran , Oeuvres, Editions Gallimard, 1995, p.337