21/03/26

Carrilhão



Rebusco os cantos mais apagados do meu corpo
e agora em todos eles toca um sino
de que puxas a corda
que vai da base da catedral às torres
movimentando uma enorme rede
de guitas invisíveis
contigo este corpo é um carrilhão
de múltiplas escalas
sinos de bronze e outros metais de ouvir ao longe
tangendo convulsivos hinos subterrâneos de sangue
ou de suspiros candenciados
no movimento rotativo e centrípeto
do amor

p.54

  

 

         

Utopia

  Na brancura da cal o traço azul Alentejo é a última utopia Todas as aves partem para o sul todas as aves: como a poesia.  Manuel Alegre , ...